domingo, 27 de abril de 2014

TER UMA META

Que tipo de vida eu levo e como me deixo levar?

Todo empreendedor tem um sonho, é um idealista, quer encontrar o seu papel junto à sociedade, não existe simplesmente para comprar e vender, tem um papel fundamental. Mas que papel é este, como vejo a minha participação nesta sociedade em que me encontro?

Muitas vezes se perturba, colocando em dúvida se o que vem fazendo é o correto, se poderia fazer mais, e fazer melhor. Em primeiro lugar tem que aprender a dar valor ao seu maior tesouro, que são os seus erros, ou seja, a sua experiência. Tem que saber administrar esta experiência, de forma madura e consciente. Por isso Nietzsche define o homem superior como o ser “da mais longa memória”.

Quem nunca se perguntou: Ah! se eu vivesse em tal cidade, ou se eu tivesse tal negócio, resumindo - se eu tivesse tal vida -, todos sonham em trocar de vida para ver se seria melhor. É importante lembrar que a vida não escolhe seu mundo, mas viver é encontrar-se, de início, num mundo determinado que não pode ser trocado.

Como disse Ortega y Gasset – É falso dizer que na vida são “as circunstâncias que decidem”. Ao contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos que nos decidir. Mas o que decide é nosso caráter.

Aqui começa o primeiro grande desafio do empresário, desenvolver continuamente um caráter que o coloque em equilíbrio com as pessoas que o rodeiam, pois viver não é mais do que lidar com o mundo, e quem empreende sabe muito bem o quanto é difícil lidar com as pessoas.

Muitas vezes o empreendedor sente-se perdido. Falta orientação e avança pela vida desorientado, fala muito de si mesmo e de seu ambiente, percebe que algo está errado, e quando tenta se aprofundar para encontrar uma solução percebe que lhe falta o chão.

O homem de mente clara não se deixa dominar por este medo, encara estes problemas como uma realidade que não se pode fugir. Aquele que aceita a insegurança com naturalidade, na verdade se mostra muito mais seguro que os que tentam se enganar achando que sabem tudo e que conseguem se defender de todos os problemas.

Diante desta realidade a primeira coisa que devemos fazer é traçar uma meta. Meta não é a minha vida, não é meu caminhar e sim meu objetivo. Muitos empresários afogam-se na espuma gerada pela turbulência do seu trabalho, é como uma criança que se assusta com o respingar da água em seu rosto ao brincar durante o banho. Parece cômico e é cômico ver a pessoa dizer que não tem tempo para se organizar, porque está tão desorganizada. Como resultado cria um labirinto, caminhando dentro de si mesma.

Como pensar no futuro se dedico todo o meu tempo a resolver problemas do presente, resultado de um passado desorganizado? Como diz a cultura popular: colhemos o que plantamos, portanto, fazer significa realizar um futuro. E está na sua mão decidir o que fazer. A liberdade é um direito de cada um, posso decidir fazer algo para mudar a minha realidade ou posso me negar a decidir e deixar o barco correr à deriva.

Vorneis de Lucia

Presidente do Instituto Pro Humanitas

Nenhum comentário:

Postar um comentário