Que
tipo de vida eu levo e como me deixo levar?
Todo
empreendedor tem um sonho, é um idealista, quer encontrar o seu papel junto à
sociedade, não existe simplesmente para comprar e vender, tem um papel
fundamental. Mas que papel é este, como vejo a minha participação nesta
sociedade em que me encontro?
Muitas
vezes se perturba, colocando em dúvida se o que vem fazendo é o correto, se
poderia fazer mais, e fazer melhor. Em primeiro lugar tem que aprender a dar
valor ao seu maior tesouro, que são os seus erros, ou seja, a sua experiência.
Tem que saber administrar esta experiência, de forma madura e consciente. Por
isso Nietzsche define o homem superior como o ser “da mais longa memória”.
Quem
nunca se perguntou: Ah! se eu vivesse em tal cidade, ou se eu tivesse tal
negócio, resumindo - se eu tivesse tal vida -, todos sonham em trocar de vida
para ver se seria melhor. É importante lembrar que a vida não escolhe seu
mundo, mas viver é encontrar-se, de início, num mundo determinado que não pode ser
trocado.
Como
disse Ortega y Gasset – É falso dizer que na vida são “as circunstâncias que
decidem”. Ao contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o
qual temos que nos decidir. Mas o que decide é nosso caráter.
Aqui
começa o primeiro grande desafio do empresário, desenvolver continuamente um
caráter que o coloque em equilíbrio com as pessoas que o rodeiam, pois viver
não é mais do que lidar com o mundo, e quem empreende sabe muito bem o quanto é
difícil lidar com as pessoas.
Muitas
vezes o empreendedor sente-se perdido. Falta orientação e avança pela vida
desorientado, fala muito de si mesmo e de seu ambiente, percebe que algo está
errado, e quando tenta se aprofundar para encontrar uma solução percebe que lhe
falta o chão.
O
homem de mente clara não se deixa dominar por este medo, encara estes problemas
como uma realidade que não se pode fugir. Aquele que aceita a insegurança com
naturalidade, na verdade se mostra muito mais seguro que os que tentam se
enganar achando que sabem tudo e que conseguem se defender de todos os
problemas.
Diante
desta realidade a primeira coisa que devemos fazer é traçar uma meta. Meta não
é a minha vida, não é meu caminhar e sim meu objetivo. Muitos empresários
afogam-se na espuma gerada pela turbulência do seu trabalho, é como uma criança
que se assusta com o respingar da água em seu rosto ao brincar durante o banho.
Parece cômico e é cômico ver a pessoa dizer que não tem tempo para se
organizar, porque está tão desorganizada. Como resultado cria um labirinto,
caminhando dentro de si mesma.
Como
pensar no futuro se dedico todo o meu tempo a resolver problemas do presente,
resultado de um passado desorganizado? Como diz a cultura popular: colhemos o
que plantamos, portanto, fazer significa realizar um futuro. E está na sua mão
decidir o que fazer. A liberdade é um direito de cada um, posso decidir fazer
algo para mudar a minha realidade ou posso me negar a decidir e deixar o barco
correr à deriva.
Vorneis de Lucia
Presidente
do Instituto Pro Humanitas
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