domingo, 27 de abril de 2014

SUPERSTIÇÃO

Certa vez encontrei um empreendedor muito supersticioso, andava com uma série de amuletos, nos quais depositava toda a sua sorte e o destino de sua empresa.

Começamos a conversar e apresentei uma série de técnicas que o ajudaria a gerenciar melhor a sua empresa. De repente ele me vira e diz: “O que tem que ser será, o que é do homem o bicho não come, o meu destino já está traçado, nada disso irá mudar, só conto com a sorte”.

Isso me fez lembrar uma passagem que li em um livro sobre a história da Grécia. Na Grécia antiga antes de Cristo, os gregos quando precisavam tomar uma decisão, davam mais importância aos adivinhos que à razão. Certo dia, Creso derrotado por Ciro, mandou perguntar a Apolo – deus do santuário de Delfos – se não tinha vergonha de tê-lo enganado por tê-lo conduzido a uma guerra na qual foi derrotado. A pitonisa (sacerdotisa do templo e intermediária dos oráculos de Apolo) lhe teria respondido categoricamente: “O destino fatal é impossível de ser evitado mesmo por um deus”.

As pessoas supersticiosas preferem colocar o seu destino nas mãos de objetos inanimados. Não acreditam em sua capacidade de desenvolvimento e ação. São pessoas que passam a vida como espectadores, sendo que o correto é sermos protagonistas.

A grande maioria dos supersticiosos confunde religião com superstição ou mito. São pessoas que desenvolvem uma visão cética e indiferente para com o conhecimento. Fixa-se mais no fenômeno do que no fundamento. Ignora que o fundamento transcende a realidade empírica e factível.

A pessoa empreendedora tem a coragem de enfrentar as inevitáveis faltas de êxito do viver de cada dia.

Vorneis de Lucia
Presidente do Instituto Pro Humanitas


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